Noodles de Courgette com Beringela, Alho-Francês e Atum ao Natural





Este é um prato simples e versátil, bastante recorrente na minha cozinha.
Nem sempre tenho refeições planeadas e algumas vezes, a imaginação é a minha melhor aliada.
Juntar os legumes disponíveis no frigorífico e cozinhá-los ainda que de forma simples, com um fio de azeite e alho, sairá por certo uma boa refeição.
Neste caso espiralizei a courgette que se torna deliciosa saboreada em fios e cortei em pedacinhos os restantes legumes. No final juntei atum e mais uns quantos ingredientes a gosto. Maravilha, soube muito bem!


Noodles de Courgette com Beringela, Alho-Francês e Atum ao Natural


Ingredientes:
(2 pessoas)

1 beringela cortada em cubos
2 alhos-franceses cortados em rodelas finas
1 courgette espiralizada
1 cebola roxa cortada em lâminas finas
3 alhos picados finamente
1 fio de azeite de boa qualidade (uso Oliveira da Serra)
moinho de pimentas q.b.
sal (usei flor de sal e só temperei no final para evitar retirar mais água aos legumes)

Notas: Se gostarem podem temperar os legumes já na frigideira com um pouco de molho de soja, assim, esqueçam o sal porque o molho já é salgado.

atum quantidade a gosto
tomate-cereja quantidade a gosto
azeitonas q.b.
oregãos q.b.


Método:

Lavamos e arranjamos todos os legumes. Espiralizamos também a courgette.
Colocamos uma frigideira funda antiaderente ao lume com um fio de azeite e adicionamos os alhos picados, alho-francês e a cebola. Mexemos, e esperamos que percam volume, com cuidado para não deixem queimar os alhos.
Juntamos a beringela, envolvemos para tomar gosto e deixamos a cozinhar uns minutos mexendo de vez em quando. Por último juntamos a courgette já em fios e o atum devidamente escorrido. Temperamos com um pouco de pimenta envolvemos e esperamos 2 a 3 minutos até cozinhar.
Retiramos do lume. Juntei então folhas de rúcula, tomate-cereja e azeitonas. finalizei com folhas de oregãos e flor de sal.
Saudável e saboroso.



Salada Morna de Quinoa Tricolor




A quinoa (cujo nome significa “grão materno”) é considerada um dos alimentos mais completos em nutrientes. Conhecida pelo seu alto teor em proteína e muito rica em fibra consegue garantir por algum tempo sensação de saciedade. 

Por curiosidade, a quinoa era conhecida pelos Incas como "a mãe de todos os grãos" e foi cultivada pela primeira vez há mais de 5000 anos.

Alimento muito saudável, versátil e muito prático. Estes pequenos (super) grãos ou sementes como lhe queiram chamar, ganharam há muito a minha simpatia.
Hoje partilho convosco esta salada muito simples e não fiquem a pensar que fiquei com fome!
Para quem não sabe a quinoa pode ser misturada em diversos pratos, sopas, tartes, massa de pães , iogurtes e outros. É portanto uma boa opção para ser incluída no nosso dia a dia.

Utilizei a tricolor, uma mistura de 3 grãos (branca, vermelha e preta) gosto bastante. Ah... e se puderem optem pela biológica a diferença de preços não é significativa.
Convém ser bem lavada antes de cozinhar, o ideal é usarem um passador de rede fina e lavar com água corrente para retirar um pequeno revestimento que dá um gosto amargo à quinoa.
Outra dica importante é não cozinharem demasiado, pois é muito agradável trincarmos os grãos crocantes a cada garfada ou colherada.😋




Salada Morna de Quinoa Tricolor

Ingredientes:

1 chávena de chá de quinoa tricolor (ou outra a gosto)
2 chávenas de chá de água ou caldo de legumes
1 colher de sopa de azeite de boa qualidade
vinagre de framboesa q.b.
1 beterraba cozida cortada em cubinhos
folhas de rúcula quantidade a gosto
tomate-cereja biológico quantidade a gosto

Para o vinagrete : Azeite q.b. vinagre de framboesa q.b. e umas gotas de geleia de agave. Agitar dentro de um frasco tapado e fica pronto para temperar a salada.


Método:

Lave muito bem a quinoa com água corrente e dentro de um passador de rede fina. Passe os dedos pelas sementes para ajudar o processo. Escorra bem.

Coloque a quinoa dentro de uma caçarola em lume brando com o dobro da água, 1 colher de azeite e um pisco de sal. Deixe cozinhar cerca de 15 minutos mexendo de vez em quando. Retire do lume e volte a escorrer com um passador de rede fina, caso a água não tenha evaporado por completo.
Volte a colocá-la na caçarola com o lume desligado e tape, espere mais 10 minutos.

Findo este tempo está pronta a utilizar, retire só a quantidade que desejar, o que sobrar coloque numa caixa hermética no frigorífico para futuras utilizações.

Coloque a quantidade necessária para a salada numa taça, junte a beterraba cortada, o tomate-cereja, a rúcula e tempere com o vinagrete. Envolva bem os ingredientes e bom apetite!


Bolo Simples de Frutos Vermelhos





Um final doce de um almoço em família.
Este bolinho foi feito num dos últimos dias de 2017. É pouco doce, de miolo fofinho e tão delicioso.
Encontrei a receita na rubrica "receita do leitor" de uma revista Continente Magazine, fiz algumas alterações a gosto.
Se pretenderem um bolo mais alto utilizem uma forma com o diâmetro 22 ou 24 cm, a que usei é de 26 cm e por isso ficou mais baixo.
Quem sabe não o experimentam já no próximo fim-de-semana 😉 ah...sendo esta a primeira receita de 2018, aproveito o momento para vos desejar um muito feliz 2018.





Bolo Simples de Frutos Vermelhos


Ingredientes:

*capacidade da chávena que utilizei 220 ml

3 chávenas de farinha sem fermento
1 colher de sobremesa de fermento para bolos
1/2 chávena de margarina à temperatura ambiente
3 ovos
1 chávena de açúcar amarelo
1 chávena de leite à temperatura ambiente
2 chávenas de frutos vermelhos
2 colheres de sopa de açúcar amarelo 
1 colher de sopa de essência de baunilha
raspa e sumo de 1 limão
margarina e farinha  q.b. para untar e polvilha a forma
açúcar em pó opcional q.b.


Método:

Pré-aquecemos o forno nos 190º C .

Untamos uma forma com margarina e polvilhamos com um pouco de farinha

Batemos a margarina com o açúcar e em seguida juntamos os ovos e voltamos a bater.
Juntamos o leite, a essência de baunilha e a farinha (previamente peneirada com o fermento) aos poucos e alternadamente sempre a bater. Adicionamos a raspa do limão e por fim envolvemos uma das chávenas de frutos vermelhos, reservando a outra.
Vertemos a massa para a forma e levamos ao forno cerca de 35 minutos, convém fazer o teste do palito para verificarmos se a massa está cozida no centro.

Retiramos e deixamos arrefecer por completo.

Entretanto juntamos a outra chávena de frutos vermelhos numa caçarola e levamos ao lume com duas colheres de sopa de açúcar amarelo e umas gotas de sumo de limão. Deixamos fervilhar um pouco até engrossar, retiramos do lume e esperamos que arrefeça.

Para finalizar e se gostarem, podem salpicar a superfície do bolo com um pouco de açúcar em pó.






Bolachas de Natal




O Natal está a chegar, os nossos dias vão ficando cada vez mais preenchidos com os preparativos, para o momento em que todos queremos estar de forma mais próxima e tranquila com os nossos entes queridos.
Nesta quadra gosto de oferecer alguns presentes feitos por mim. Este ano fiz bolachas e compotas, tinha pensado também em repetir os bombons do ano passado, mas infelizmente o tempo não chega para tudo.
As bolachas que vos trago hoje ficaram tão boas que não resisti vir até aqui partilhá-las convosco.
E como sei que por esta altura todos andam numa roda-viva, não vos levo mais tempo, votos de um Santo Natal!





Bolachas de Natal

Ingredientes:

150 g de farinha de trigo
150 g de amido de milho (Maizena)
1 colher de chá de fermento Royal
1 sobremesa de farinha de alfarroba
1 colher de sobremesa de gengibre em pó
50 gramas de miolo de noz triturado grosseiramente
raspa fina da casca de 1 laranja
150 g de açúcar amarelo
100 g de manteiga sem sal
50 ml de azeite suave
1 ovo L

Para a decoração usei a pó dourado da Vahiné (opcional) e açúcar em pó.


Método:

Vamos precisar de dois recipientes para a preparação da massa: 1 para os ingredientes secos e outro para os ingredientes líquidos.

Colocamos na taça dos secos, as farinhas (trigo, amido de milho e alfarroba) o miolo de noz, o fermento e o gengibre. Misturamos com uma vara de arames.

À taça dos líquidos juntamos a manteiga à temperatura ambiente, o azeite, o açúcar e a raspa da casca da laranja. Mexemos até obter um creme homogéneo.

De seguida juntamos aos poucos, a mistura dos secos à mistura dos líquidos, mexendo sempre com uma colher de pau. 

Formamos uma bola de massa, envolvemos em película aderente e reservamos no frigorífico, cerca de 30 minutos para a massa descansar.

Findo este tempo pré-aquecemos o forno nos 190º C.

Forramos dois tabuleiros de forno com papel vegetal.

Polvilhamos a mesa de trabalho com farinha, estendemos a massa com o rolo e com a ajuda de cortadores para bolachas formamos as nossas bolachinhas. 

Com a auxilio de uma espátula vamos transportando as bolachas para os tabuleiros reservados. Convém afastá-las um pouco entre si.

Forno já quentinho a 190º C? Ok, é colocá-las lá dentro por 10 minutos. Ao fim destes 10 minutos vão verificar que ainda estão moles, é mesmo assim, retirem-nas do forno! Vão ver que cá fora, e ao arrefecerem ficam macias, macias... Deliciosas mesmo!! 

Depois de completamente arrefecidas é que devem decorá-las se assim o entenderem.





Maçã Assada em Calda de Especiarias




O Dezembro corre e o frio instala-se... Os pratos de forno são uma constante nesta cozinha.
Por esta altura do ano faço imensas vezes maçã assada. E gosto muito de ir explorando combinações de aromas.
As de hoje, trazem com elas o aroma do cardamomo que sobressai de forma suave e deliciosa, na calda que as acompanha. Já experimentaram?


Maçã Assada em Calda de Especiarias


Ingredientes:

6 maçãs reinetas de polpa firme
1/2 chávena de chá de mel
1 pau de canela
4 a 5 grãos de cardamomo
3 a 4 estrelas-de-anis
gotas de sumo de limão q.b.
casca de laranja q.b.
canela em pó q.b.


Método:

Preparamos a infusão, colocando uma caçarola ao lume com o mel, o pau de canela, as estrelas-de-anis, o cardamomo e a casca da laranja. Levamos a lume brando, até que ferva e todos os aromas se libertem no mel. Retiramos do lume e reservamos.

Lavamos as maçãs, retiramos os caroços com um utensílio próprio para o efeito. De seguida com uma faca, desenhamos um golpe em cruz pouco profundo à superfície.Vertemos sobre elas umas gotas de limão para que não oxidem.

Colocamos as maçãs num recipiente próprio para ir ao forno, regamos com a infusão do mel e polvilhamos com um pouco de canela em pó.

Levamos ao forno pré-aquecido nos 200ºC cerca de 20 minutos ou até verificarmos que as maçãs estão assadas.
Deixamos que arrefeçam ligeiramente e servimos regadas com a infusão do mel aromatizado.
Deliciosas que ficam! 😋






Cubinhos de Dourado com Cebolada





A sugestão de hoje é peixe. O dourado é o protagonista desta refeição. É um peixe de sabor suave e textura firme, o que o torna muito versátil.
A Pescanova apresenta-o em lombos sem pele nem espinhas o que o torna prático e interessante para as refeições do nosso dia a dia. Gosto bastante de o cozinhar, e vocês já o experimentaram?





Cubinhos de Dourado com Cebolada


Ingredientes:

1 embalagem de Dourado da Pescanova
1 fio de azeite
2 cebolas médias em rodelas finas
5 colheres de sopa de sultanas amarelas
1 pimento vermelho em tiras
2 folhas de louro
dentes de alho q.b.
sumo de 1 limão
sal e pimenta q.b.
coentros frescos q.b.



Método:

Deixamos descongelar os lombos do dourado.
Com um faca de corte preciso, cortamos os lombos do peixe em cubinhos uniformes. Regamos com o sumo do limão, temperamos com um pouco de sal e pimenta e folhas de louro. Reservamos.

Juntamos dentro de um tacho largo ou similar, o azeite, os alhos com casca e ligeiramente esmagados, as cebolas em rodelas finas, o pimento previamente cortado e as sultanas. Deixamos ao lume até que amoleçam.
Adicionamos os cubinhos do peixe, envolvemos à cebolada e deixamos que cozinhe. Corrijam os temperos casa seja necessário. No final com o lume apagado salpicamos com coentros frescos picados.
Eu servi com brócolos cozidos, mas poderão acompanhar com arroz ou batata se assim o desejarem.
Simples, prático e muito saboroso!





Bons cozinhados!💗


Pasteis de Alfarroba





A minha paixão por aveia faz com que esta seja bastante utilizada no dia a dia cá de casa.
Sempre em busca de alternativas saudáveis para os nossos snacks, arrisquei estes bolinhos que nos surpreenderam pela positiva. São doces mas sem açúcares refinados, têm uma textura muito interessante dada pela aveia e pelas tâmaras. O sabor fica a cargo da farinha de alfarroba conjugado com a raspa do limão, já estão a imaginar? Sim? 😋
Saciantes, nutritivos e simples de preparar, tal como eu gosto.
Sem saber ao certo que nome lhes dar, publiquei uma foto no instagram e pedi sugestões. A nossa querida Lia deu-lhes nome, pasteis de alfarroba e penso que lhes assenta como uma luva, não vos parece?Obrigada meu amor.



Pasteis de Alfarroba


[tigela+colher de pau+ingredientes+10 minutos de forno]=pasteis de alfarroba 💗

Ingredientes:
(rendem 15 unidades)

3 chávenas de chá de flocos de aveia finos
1 chávena de chá de farinha de trigo (usei Branca de Neve)
3 colheres de sopa de farinha de alfarroba
4 ovos tamanho médio (os meus são biológicos e portanto pequenos)
100 g de tâmaras descaroçadas e trituradas num robot de cozinha
raspa fina de 1/2 limão
3 colheres de sopa de creme vegetal amolecido (margarina)
1 folha de papel vegetal para forrar o tabuleiro do forno



Método:

Junta-se dentro de um recipiente os flocos de aveia, a farinha de trigo, a farinha de alfarroba, a raspa fina do limão e envolvemos com uma colher de pau. De seguida adicionamos as tâmaras já trituradas, o creme vegetal amolecido e por fim os ovos batidos.
Voltamos a mexer com a colher de pau e literalmente colocamos as mãos na massa. Se preferirem calcem umas luvas de latex. Apertem a mistura com as mãos, de forma a que todos os ingredientes fiquem bem ligados.

Pré-aquecemos o forno nos 200º C.
Forramos o tabuleiro do forno com papel vegetal. E com o auxilio de duas colheres de sopa, formamos pasteis tal como fazemos para moldar os pasteis de bacalhau.
Distribuimos pelo tabuleiro e levamos ao forno já pré-aquecido cerca de 10 minutos.
Não se preocupem, se acharem que se apresentam ligeiramente moles ao toque, é mesmo assim, quando arrefecem ficam mais consistentes.

Agora é deixar arrefecer, degustá-los com uma bebida quentinha ou simplesmente transportá-los nas lancheiras dos miúdos e graúdos, para aquelas pausas que precisamos de fazer para enganar o estômago entre as refeições.